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4 de ago. de 2015

Entre abelhas - Saiba mais sobre esse mundo voador

As abelhas são insetos em sua grande maioria sociais, pertencentes à ordem Hymenoptera. Elas desempenham um papel muito importante em diversos ecossistemas: são polinizadoras. Sua sociedade é constituída pela rainha, zangões e operárias e podem chegar até 100.000 indivíduos por colmeia (fêmeas predominantemente).



Rainha
É duas vezes maior que uma operária, sendo a única fêmea fértil da colmeia, põe de 2.000 a 3.000 ovos/dia. Alimenta-se de geleia real e vive de 5 a 10 anos. Além da postura dos ovos , mantem a ordem social na colmeia através da liberação de feromônios, substâncias químicas que informam os outros indivíduos que há uma rainha e funcionam como sinal de alerta. O uso de feromônios facilita a localização de alimentos e ajuda os membros a se reconhecerem e a identificarem estranhos.

Zangões
São os machos, maiores e mais fortes, não possuem ferrão e sua função é fecundar a rainha. Morrem após o acasalamento.

Operárias
Vivem em média 45 dias. São as únicas que possuem aparelho bucal e patas especializadas para realizar a colheita de pólen. Colhem o néctar, alimentam as larvas, produzem cera, garantem a segurança, conservação e limpeza da colmeia. Além disso, as operárias jovens produzem a geleia real. 

Em relação à nova prole, o fator determinante na formação dos indivíduos, é o alimento fornecido à larva originada do ovo. Se a larva receber geleia real, desenvolverá em rainha. Se o ovo não for fertilizado, irá se tornar um zangão.


As abelhas podem, e muito, beneficiar o meio ambiente, mas é perigoso deixar uma colmeia se desenvolver perto de sua casa ou ambiente de trabalho. A única maneira eficaz de eliminá-las, é com a remoção completa da colmeia. 




Existem problemas com a formação de colmeias em locais próximos a movimentação de pessoas: as abelhas podem atacar e picar animais e seres humanos, por isso deve-se evitar aproximação para que elas não se sintam ameaçadas. Em ambientes comerciais, os clientes podem se sentir desconfortáveis e a imagem da empresa sair danificada, além da perda de clientes e lucros. Os funcionários podem faltar por medo, e pode haver dificuldades em contratar novos.

As pessoas picadas devem procurar atendimento médico, no caso de animais de estimação, serviços veterinários. 

Após picar as abelhas morrem, pois perdem parte do aparato inoculador. O quadro de intoxicação varia, podendo se caracterizar por uma inflamação local, reação alérgica (onde o paciente pode chegar a sofrer choque anafilático) ou mesmo uma manifestação mais grave. Não existe soro específico no Brasil.

Não permita que pessoas não habilitadas tentem fazer a remoção das abelhas. Procure um especialista em controle de pragas.

Suian Brehm – Bióloga Unicontrol
CRBio 45391-03

19 de out. de 2012

A temporada dos cupins

Olá pessoal,

queremos trazer até vocês algumas informações sobre esses insetos tão conhecidos, os cupins.

Com chegada da estação mais quente do ano, começam a aparecer os primeiros sinais desses Isópteros, como são chamados na Entomologia, ciência que estuda os insetos. São assim classificados em função dos  dois pares de asas exatamete iguais que possuem. Isso mesmo, os cupins em sua fase reprodutiva são alados, têm asas!

Por falar em asas, são elas um dos primeiros sinais da sua presença, especialmente em noites quentes e úmidas e ao redor de luminárias, pois são muito atraídos pela luz.

Você sabe por que isso acontece?

Isso ocorre devido ao fenômeno conhecido como revoada.  

A revoada é conhecida pelo público em geral, principalmente na primavera e no verão (no início da estação das chuvas) quando há verdadeiras "nuvens" de cupins (então chamados de siriris ou aleluias) voando em torno de pontos luminosos. Este fenômeno é essencialmente sazonal, relacionado com as variações climáticas da região, principalmente calor e umidade relativa do ar. Outros fatores ambientais também podem influenciar, tais como, a época (ou a hora) da revoada, como luz, vento, pressão atmosférica, condições elétricas da atmosfera, entre outros. É difícil saber a real influência destes últimos fatores, por serem facilmente mascarados pelos mais óbvios. Há espécies que voam à tardinha, outras à noite, etc. Geralmente, colônias da mesma espécie em um mesmo lugar revoam no mesmo dia e hora. Pode ocorrer êxodo de alados durante vários dias seguidos.

É durante a revoada que os pares se formam ou no vôo (vôo nupcial) ou no solo. Já no solo, ocorre a perda das asas e o par inicia um comportamento chamado de “tandem”, quando um segue o outro tocando-o no final do abdome, com antenas e palpos. O casal começa então a procurar um local favorável (que depende da espécie em questão), para iniciar uma nova colônia. Aí estabelecidos, ocorre a primeira cópula. O casal deverá ficar junto até o final da vida, mas pode ocorrer substituição, em caso de morte de um deles.




 Fonte: Cupins em Áreas Urbanas. Boletim Técnico do Instituto Biológico.


Devido à forte presença desses insetos no meio urbano, em breve voltaremos a falar mais sobre eles, suas caracterísiticas, espécies, danos, controle e importância ecológica.

Abraço!