18 de abr. de 2013

Dúvidas sobre dengue e Aedes aegypti? Respostas aqui!

Com o aumento de casos de dengue a multiplicação do conhecimento sobre a doença e seu vetor é a melhor "arma" que temos para definir ações preventivas. Tem dúvidas ou quer aprender mais? Leia o texto abaixo do Instituto Oswaldo Cruz.


Quais os hábitos de vida do Aedes aegypti?
O A. aegypti é um mosquito doméstico, vive dentro ou ao redor de domicílios ou de outras construções freqüentadas por pessoas, como estabelecimentos comerciais e escolas. Está sempre perto do homem e não se aventura às matas, por exemplo. Tem hábitos preferencialmente diurnos e alimenta-se de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. Mas, como é oportunista, pode picar à noite.


 O A. aegypti é um mosquito doméstico, que vive em domicílios e construções frequentadas por pessoas

Que fatores influenciam a infestação pelo vetor da dengue?
O A. aegypti é um mosquito antropofílico, isto é, ele vive perto do homem. Por isso, sua presença é mais comum em áreas urbanas e a infestação é mais intensa em regiões com alta densidade populacional e, principalmente, de ocupação desordenada, onde as fêmeas têm mais oportunidades para alimentação e dispõem de mais locais para desovar. A infestação por A. aegypti é sempre mais intensa no verão, em função da elevação da temperatura e da intensificação de chuvas – fatores que propiciam a reprodução do mosquito. Para evitar esta situação, é preciso adotar medidas permanentes para o controle do vetor, durante todo o ano, a partir de ações preventivas de eliminação de focos do A. aegypti. Como o mosquito tem hábitos domésticos, essa ação depende sobretudo do empenho da população.

Quais os principais criadouros do A. aegypti?
Pesquisas realizadas em campo indicam que os grandes reservatórios, como caixas d’água, galões e tonéis, são os criadouros que mais produzem A. aegypti e, portanto, os mais perigosos. Isso não significa que a população possa descuidar da atenção a pequenos reservatórios, como vasos de plantas, que comprovadamente atuam como criadouros. O alerta é para que os cuidados com os reservatórios de maior porte sejam redobrados, pois é neles que o mosquito seguramente encontra condições para se desenvolver de ovo a adulto. Em alguns bairros suburbanos do Estado do Rio de Janeiro, estes grandes criadouros produzem quase 70% do total de mosquitos adultos.

Como o mosquito se reproduz?
O acasalamento do A. ageypti se dá dentro ou ao redor das habitações, geralmente no início da vida adulta, nos primeiros dias depois que o mosquito emerge da água do criadouro. A desova acontece em criadouros com água limpa e parada, onde os ovos depositados são aderidos às paredes do recipiente, bem próximo à superfície da água, porém não diretamente sobre o líquido. Daí a importância de lavar, com escova ou palha de aço, as paredes dos recipientes que não podem ser eliminados, onde o ovo pode permanecer grudado.

Quantos ovos uma fêmea do A. aegypti pode pôr?
Uma fêmea pode dar origem a 1.500 mosquitos durante a sua vida. Os ovos são distribuídos por diversos criadouros – estratégia que garante a dispersão e preservação da espécie. Se a fêmea estiver infectada pelo vírus da dengue quando realizar a postura de ovos, há a possibilidade de as larvas já nascerem com o vírus – a chamada transmissão vertical.

Quanto tempo um ovo leva para se transformar em um mosquito adulto capaz de picar o homem para sugar sangue?
O ovo, que é escuro e mede aproximadamente 1 mm de comprimento, é depositado pela fêmea doA. aegypti nas paredes internas dos criadouros, próximos à superfície d’água. Em condições favoráveis de umidade e temperatura, o desenvolvimento do embrião é concluído em 48 horas. Um ovo pode resistir até um ano sem eclodir, por isso é muito importante lavar, com escova e palha de aço, as paredes dos recipientes que não podem ser eliminados, onde o ovo pode permanecer grudado.
Do ovo à forma adulta, o ciclo de vida do A. aegypti varia de acordo com condições climáticas, a disponibilidade de alimentos e a quantidade de larvas existentes no mesmo criadouro, uma vez que a competição de larvas por alimento em um mesmo criadouro com pouca água consiste em um obstáculo ao amadurecimento do inseto para a fase adulta. Nas condições típicas do Rio de Janeiro, esse processo geralmente leva um período de oito a doze dias.
Somente a fêmea pica o homem para sugar sangue, alimento necessário à produção de ovos. Geralmente, a hematofagia é mais voraz a partir do segundo ou terceiro dia depois que a fêmea emerge da água do criadouro. Machos se alimentam de substâncias açucaradas, como néctar e seiva.

Por quanto tempo os ovos do A. aegypti podem resistir, sem eclodir?
O período de maturação dos ovos varia segundo diversos fatores, como o clima: é concluído mais rapidamente em locais quentes e úmidos. Do desenvolvimento embrionário à eclosão, os ovos podem resistir a longos períodos de dessecação – até 450 dias, em média. Esta resistência é uma grande vantagem para o mosquito, pois permite que os ovos sobrevivam por muitos meses em ambientes secos, até que chuvas ou o próximo verão propiciem as condições favoráveis à eclosão. A resistência permite também que os ovos sejam transportados a grandes distâncias, em recipientes secos, tornando-se assim o principal meio de dispersão do inseto – dinâmica conhecida como dispersão passiva. Esse aspecto importante do ciclo de vida do mosquito demonstra a necessidade do combate continuado aos criadouros, em todas as estações do ano.

O Rio de Janeiro é mais vulnerável à dengue que outras cidades?

A. aegypti prefere locais com altos índices de temperatura e umidade – fatores que além de acelerar o ciclo de vida do mosquito garantem a sobrevivência dos ovos fora d’água. O Rio de Janeiro apresenta frequentemente índices de 70% a 80% de umidade relativa do ar e temperaturas superiores a 25ºC. Além disso, é uma cidade densamente povoada e muito urbanizada – característica relevante para um mosquito doméstico como o A. aegypti, que tem o hábito de viver perto do homem. Por isso, o clima do Rio de Janeiro é, sim, favorável à sua proliferação. Também por isso a infestação pelo vetor é sempre mais intensa no verão. Para evitar esta situação é preciso adotar medidas permanentes para o controle do mosquito, durante todo o ano, a partir de ações preventivas que objetivem a eliminação de focos do vetor.


Há relação entre infestação de dengue e áreas desmatadas?

Os maiores índices de infestação pelo A. aegypti são registrados em bairros com alta densidade populacional e baixa cobertura vegetal, onde o mosquito encontra alvos para alimentação mais facilmente. Outro fator importante é a falta de infra-estrutura de algumas localidades. Sem fornecimento regular de água, os moradores precisam armazenar o suprimento em grandes recipientes, que na maioria das vezes não recebem os cuidados necessários e, por não serem completamente vedados, acabam tornando-se focos do mosquito. Os esforços para o controle da proliferação do mosquito da dengue certamente estão relacionados a medidas do governo, mas o comprometimento da população em eliminar criadouros domésticos é fundamental.


FONTE: Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz.

No link abaixo tem um documentário muito bom também do Instituto Oswaldo Cruz sobre Aedes aegypti e Aedes albopictus que vale muito a pena assistir. Fala sobre a origem e dispersão desses mosquitos pelos continentes e mostra de maneira muito didádica as diferenças morfológicas entre as espécies.

http://www.ioc.fiocruz.br/Documentario_II/portugues/portugues.html

19 de mar. de 2013

Curiosidades Sobre Escorpiões

Alimentação

Os escorpiões são predadores de insetos, como baratas, grilos, cupins, etc. Alimentam-se também de aranhas e de outros escorpiões.


O escorpião segura a presa com a pinça dos palpos, curva para frente o metassoma e injeta o veneno com o ferrão, paralisando a presa quase imediatamente.

Escorpiões costumam comer muito de cada vez, ingerindo o alimento lentamente, e depois são capazes de ficar sem comer por muitos dias, até por mais de um mês. Trituram fragmentos de alimento, umedecendo-os na boca (o que propicia a digestão), sugando-os depois e eliminando o resto, como pequenas bolas de detritos. "Um escorpião da espécie T. bahiensis mantido em cativeiro, demorou 20 horas para comer uma barata comum".


Reprodução
Ecdise ou mudança de cutícula.

Os escorpiões não põem ovos. São vivíparos e seus filhotes nascem por meio de parto, após uma gestação longa. Em espécies como o T.Bahiensis e T.Serrulatus a gestação dura de 2 meses e meio a 3 meses. Algumas espécies podem gerar mais de uma ninhada a partir do mesmo acasalamento, decorrendo vários meses entre dois partos consecutivos. Entre estes escorpiões, cada ninhada pode ter mais de 20 filhotes,mas outras espécies podem produzir até 90 ou mais filhotes!!!

Enquanto verifica-se o crescimento e até atingir a maturidade sexual, os escorpiões sofrem ecdises (que significa o processo de crescimento dos artrópodes), ou seja, trocam periodicamente de cutícula. Ao chegar a ocasião da ecdise, a cutícula antiga parte-se horizontalmente acima das quelíceras. Pela fenda aberta, sai o corpo do escorpião, revestido pela nova e ainda tensa cutícula. A cutícula velha costuma sair inteira, conservando a forma do escorpião.


Predadores Naturais

Vários espécies de aranha, lagartos, louva-a-deus, corujas, seriemas, macacos e pássaros estão incluídos entre os "inimigos" dos escorpiões. Galinhas e sapos também comem escorpiões.


Sendo os sapos e os escorpiões ambos de hábitos noturnos, as probabilidades de encontro são grandes e cada sapo pode comer vários escorpiões em seguida. A galinha porém, por serem diurnas, encontram os escorpiões eventualmente, quando ciscam os terrenos.


19 de out. de 2012

A temporada dos cupins

Olá pessoal,

queremos trazer até vocês algumas informações sobre esses insetos tão conhecidos, os cupins.

Com chegada da estação mais quente do ano, começam a aparecer os primeiros sinais desses Isópteros, como são chamados na Entomologia, ciência que estuda os insetos. São assim classificados em função dos  dois pares de asas exatamete iguais que possuem. Isso mesmo, os cupins em sua fase reprodutiva são alados, têm asas!

Por falar em asas, são elas um dos primeiros sinais da sua presença, especialmente em noites quentes e úmidas e ao redor de luminárias, pois são muito atraídos pela luz.

Você sabe por que isso acontece?

Isso ocorre devido ao fenômeno conhecido como revoada.  

A revoada é conhecida pelo público em geral, principalmente na primavera e no verão (no início da estação das chuvas) quando há verdadeiras "nuvens" de cupins (então chamados de siriris ou aleluias) voando em torno de pontos luminosos. Este fenômeno é essencialmente sazonal, relacionado com as variações climáticas da região, principalmente calor e umidade relativa do ar. Outros fatores ambientais também podem influenciar, tais como, a época (ou a hora) da revoada, como luz, vento, pressão atmosférica, condições elétricas da atmosfera, entre outros. É difícil saber a real influência destes últimos fatores, por serem facilmente mascarados pelos mais óbvios. Há espécies que voam à tardinha, outras à noite, etc. Geralmente, colônias da mesma espécie em um mesmo lugar revoam no mesmo dia e hora. Pode ocorrer êxodo de alados durante vários dias seguidos.

É durante a revoada que os pares se formam ou no vôo (vôo nupcial) ou no solo. Já no solo, ocorre a perda das asas e o par inicia um comportamento chamado de “tandem”, quando um segue o outro tocando-o no final do abdome, com antenas e palpos. O casal começa então a procurar um local favorável (que depende da espécie em questão), para iniciar uma nova colônia. Aí estabelecidos, ocorre a primeira cópula. O casal deverá ficar junto até o final da vida, mas pode ocorrer substituição, em caso de morte de um deles.




 Fonte: Cupins em Áreas Urbanas. Boletim Técnico do Instituto Biológico.


Devido à forte presença desses insetos no meio urbano, em breve voltaremos a falar mais sobre eles, suas caracterísiticas, espécies, danos, controle e importância ecológica.

Abraço!

1 de out. de 2012

Legislação - RDC 52


Olá pessoal,

Achamos apropriado para o momento falar um pouco sobre legislação que rege o setor de Manejo de Vetores e Pragas Urbanas.

Todas as empresas especializadas que se dedicam a controlar ou manejar populações de pragas urbanas devem seguir, no mínimo, a legislação obrigatória para seu credenciamento, chamada RDC (Resolução do Diretório Consultivo) Nº 52, da ANVISA, órgão ligado ao Ministério da Saúde.

Nesta RDC estão as obrigações e responsabilidades das empresas e as exigências legais, técnicas e operacionais para seu funcionamento.

Acreditamos que o cumprimento das normas legais de operação represente um importante compromisso com qualidade, seriedade e confiabilidade, resultando em maior segurança para o consumidor.

Para quem desejar consultar a RDC 52 na íntegra, segue o link ao final desta postagem.
  
Um grande abraço e até breve!




13 de jun. de 2012

Mudanças no Blog

Olá pessoal, tudo bem?


Estivemos durante algum tempo sem inserções novas de conteúdo no blog, e agora estamos passando por algumas modificações nele. Isso, por causa de um processo de fusão (união) entre as empresas Fitolog, mantenedora deste blog, e Unicontrol, futura colabora do blog em conjunto com a Fitolog.


As empresas, atualmente bastante fortes no Rio Grande do Sul, se uniram para melhor atender seus clientes e também para ampliar sua capacidade e área geográfica de atendimento.


Portanto, em breve teremos mais conteúdos e estaremos de cara nova para seguirmos nossos papos e curiosidades sobre baratas, ratos, insetos, além de controle de pragas urbanas e demais serviços assemelhados.


Até mais!

9 de mai. de 2012

Algumas dicas para evitar “visitantes e hóspedes” indesejados.

Quem aqui já não se deparou ou encontrou com alguns visitantes e que se tornam hóspedes das cozinhas, armários, salas de nossas casas ou locais de trabalho?

Como fazer para se livrar desses “visitantes e hóspedes” indesejados?

Tomando algumas medidas e precauções, conseguiremos afastar esses “hóspedes” de nossos lares, sem a necessidade de realizarmos um controle químico, porque quando falamos de controle, estamos partindo do pressuposto que já existe uma infestação e que deveremos utilizar de diversos meios e técnicas para exterminá-la ou mantê-la em níveis muito baixos. Portanto, a melhor maneira de livrar-se das pragas urbanas é adotar práticas intensivas de higiene e limpeza do ambiente associada à utilização de produtos de forma segura e eficaz. A higiene e limpeza do ambiente de nossa residência, local de trabalho é a principal aliada na prevenção e aparecimento de pragas urbanas, como moscas, baratas, formigas, ratos, mosquitos...

Abaixo algumas dicas importantes:
  • Nunca deixe louça suja na pia, sobras de alimentos;
  • Guarde os alimentos em potes bem vedados e limpe-os externamente;
  • Mantenha seu lixo armazenado em locais fechados e de forma adequada;
  • Mantenha a limpeza sempre em dia de todos os móveis, chão, paredes e teto da sua casa ou empresa;
  • Faça a limpeza atrás de móveis, quadros, eletrodomésticos;
  • Faça a vedação de frestas, buracos que são os esconderijos preferidos das pragas;
  • Coloque telas nas janelas e portas. Elas vão impedir a entrada moscas, mosquitos e outras pragas;
  • Não descarte óleo de cozinha no ralo, além de não ser ambientalmente correto você estará a atraindo as baratas para sua casa.


Se você adotou todas essas dicas e mais algumas, e ainda assim seus “visitantes” insistem em permanecer na sua casa ou local de trabalho, você deve buscar ajuda e nesse caso chame uma empresa especializada no controle de pragas, porque aí será necessário fazer um controle mesmo. Lembre-se sempre, procure por empresas profissionais, com referências.


Até breve.


Abraços

13 de abr. de 2012

De onde vem as novas baratas

Enquanto nossos bebês ficam 9 meses na barriga da mãe para depois a senhora cegonha trazê-los ao mundo, no universo das baratas a coisa é um pouquinho diferente.

Não há nenhum romantismo na "gravidez" da barata, e muito menos imagina-se uma cegonha trazendo seus bebês ao mundo. Pelo contrário, acredito que a maioria das pessoas, se fosse imaginar algo trazendo os bêbes-baratas, este algo seria um dinossauro ou talvez o filho do demônio!

Navegando pela internet certo dia, eis que a imagem a seguir acaba chegando aos meus olhos:


E aí, o que achou? Lindo, não é mesmo?

Para explicar, essa é uma espécie de barata da ilha de madagascar, que, diferentemente da maior parte das baratas, não forma e deposita uma ooteca onde, posteriormente, sairão as novas baratinhas.

A ooteca, para os que não conhecem, trata-se de um "estojo" que carrega os ovos da barata. Ali os bebês-baratas vão amadurecendo até chegar o momento de nascerem. É parecido com um grão de feijão, e muito provavelmente você já se deparou com alguma na sua vida. Ao lado encontram-se quatro tipos de ootecas, cada um de um tipo diferente de barata.

Quer ver um pouco mais sobre o nascimento das baratas de madagascar?


Segue o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=OhOGQINu0lk