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20 de out. de 2015

Dedetização ou desinsetização?

O DDT (sigla para Dicloro-Difenil-Tricloroetano) foi o primeiro inseticida moderno. Após a sua introdução e amplo uso doméstico, a ação de desinsetizar também passou a ser chamada de "dedetizar" ou "dedetização". Com o tempo, porém, o uso do DDT foi descontinuado, sendo o mesmo substituído por produtos mais modernos e novas técnicas de aplicação e controle de ambientes. Portanto, ao falar que precisamos fazer uma "dedetização" ou de uma "dedetizadora", o que estamos querendo dizer é "desinsetização" e "desinsetizadora".

Uma das principais técnicas e a mais utilizada nos dias atuais é o conceito de Controle Integrado de Pragas (CIP) ou Manejo Integrado de Pragas (MIP).  Através desta técnica, objetiva-se minimizar gradativamente a utilização de agentes químicos agressivos ao meio ambiente, bem como reduzir perdas patrimoniais e financeiras causadas pela ação de pragas infestantes.

Com o CIP, o prestador de serviços de controle de pragas atende premissas básicas como identificação das pragas, decisão do método de controle e comunicação com o cliente realizadas através de Procedimento Operacional Padrão (POP), de Relatórios Técnicos e Palestras sensibilizadoras para as ações profiláticas. O comprometimento do público interno é de vital importância para a eficácia do processo, seja nos cuidados com a higiene ambiental, como em eventuais modificações de estrutura que possam ser sugeridas pelo APCCIP (Análise dos Pontos Críticos do Controle Integrado de Pragas).

Então, na hora de escolher a empresa de controle de pragas urbanas para fazer o serviço em sua casa ou empresa, procure saber como ela trabalha. Quer ela seja a nossa empresa (Unicontrol) ou qualquer outra empresa do mercado, ter este cuidado lhe ajudará a utilizar seu dinheiro de forma mais eficiente na resolução de seus problemas com pragas urbanas.



Lembre-se, assim como remédios que compramos em farmácias, os produtos químicos de controle de pragas são venenos. A aplicação e a dosagem de remédios e produtos, se não forem feitas de maneira correta, podem resultar em completo fracasso dos tratamentos e até mesmo intoxicação de pessoas, animais e ambiente.

18 de ago. de 2015

O que é Controle Integrado de Pragas?

É um conjunto de ações preventivas e corretivas, para impedir a atração, abrigo, acesso ou proliferação de vetores e pragas urbanas.
Inclui métodos de controle e o desenvolvimento de critérios, visando resultados positivos nos aspectos sanitário, ambiental e econômico.

Como exemplo de medidas preventivas, temos as boas práticas de fabricação e treinamentos. Já na parte de medidas corretivas, estão as barreiras físicas, armadilhas e por fim o controle químico.


Para impedir o acesso, instalação e proliferação de pragas, as construções devem estar em bom estado e o ambiente propriamente adequado.
Elementos como a organização, higiene, limpeza, barreiras físicas e asseio, devem ser mantidos para um controle efetivo.

Outras medidas essenciais:
- Eliminar aberturas;
- Manter as portas fechadas e vedar frestas;
- Instalar telas em janelas e outras aberturas;


- Colocar barreiras em locais de acesso como: tubulações, ralos, condutores de fios, etc;
- Eliminar espaços nas paredes, pisos e forros (pois facilitam a formação de ninhos);
- Evitar o acúmulo de equipamentos e materiais fora de uso;
- Destinar o lixo adequadamente e com frequência constante em sua coleta;



- Remover os entulhos;
- Utilizar ralos sifonados;
- Evitar o acúmulo de água;
- Consertar vazamentos em dutos de água e torneiras;
- Manter gramas e árvores bem aparadas;
- Substituir estrados e azulejos com rachaduras;
- Vedar buracos, fendas, aberturas e rachaduras;
-Manter os produtos armazenados com uma distância mínima do chão e das paredes.


Quando as medidas de prevenção não são suficientes, faz-se necessário o uso de controle químico, na forma de produtos desinfestantes. Este tipo de controle, só deve ser executado por uma empresa especializada em controle de vetores e pragas urbanas.

Suian Brehm – Bióloga Unicontrol
CRBio 45391-03


21 de jul. de 2015

Traças e suas características

A traça é a larva da borboleta (Lepidópteros) que, segundo a espécie, se desenvolve em ambientes variados, trazendo danos à várias coisas: trajes, tapetes, cereais, árvores frutíferas.

As traças fazem parte dos insetos domésticos. São pequenas borboletas de asas sutis que fazem breves vôos. As traças no estado de borboleta que vemos voarem em nossas cozinhas, armários, despensas, depósitos em geral, não constituem o maior problema de infestação, pois tratam-se de traças fêmeas que já depositaram seus ovos, ou de traças machos que já concluíram seu ciclo de reprodução. Porém, certamente outros machos e outras fêmeas escondidos permanecerão se reproduzindo caso não haja intervenção.

Os verdadeiros responsáveis pela infestação das traças são as larvas dotadas de um aparato mastigador com mandíbulas muito desenvolvidas com as quais provocam danos grandes nas nossas casas, armazéns e estabelecimentos.


As traças se diferenciam em duas categorias: Traças dos tecidos e Traças dos alimentos:

Tinea pellionella

É a traça da lã, das peles e dos panos, pertencentes à família dos Tineidae. A dieta das suas larvas é constituída de queratina, substância que encontram sob os substratos orgânicos: peles, plumas, pelos de ovelhas, alpacas, lã com uma particular preferência pelo cashmere, mas também seda e, às vezes, fibras vegetais como o algodão.

Ciclo Vital

As fêmeas das traças depositam diretamente sobre os materiais onde as larvas poderão nutrir-se. O tempo necessário para o desenvolvimento completo da traça ao estado larval é de 2-3 meses. Neste período, a traça cria um refúgio construído cortando os pelos na base que depois une com uma baba sedosa. Neste casulo, que cresce na mesma medida com que cresce a larva (1cm cerca) se desenvolve a crisálida.

A temperatura ótima para o desenvolvimento das traças é de 25°C e uma umidade de 75%, e em um ano podem desenvolver-se 2 ou 3 gerações.



Plodia interpunctella

Este é o nome verdadeiro da traça do alimento, que são aquelas borboletinhas que se encontram nas pequenas e grandes despensas, mas não são consideradas verdadeiras traças. Atacam alimentos como farinha, legumes, espécies, chá, arroz cereais etc, e a sua dieta não é a base de queratina. Esta categoria de traça está presente em todo o globo terrestre.

Ciclo Vital

O ciclo vital da traça do alimento inicia em março e termina no mês de outubro. A fêmea desta traça deposita cerca de 300 ovos e o desenvolvimento das larvas dura 41 semanas, durante as quais se nutrem e metabolizam tudo aquilo que encontram na despensa, infestando qualquer coisa e são capazes de se infiltrar também nos recipientes herméticos.



PREVENÇÃO À INFESTAÇÃO DAS TRAÇAS

Tratando-se de Lepidópteros, ou seja insetos que voam, a infestação da traça pode chegar do externo em nossas casas e nos depósitos e armazéns, mas também através de material, seja alimentar que tecido animal, já infestado.

Portanto, ao prevenir uma infestação de traças o primeiro intervento útil consiste em um atencioso controle de peças de roupas ou outro material que entra no ambiente em qual vivemos.

As traças são insetos que preferem uma temperatura quente-úmida, então uma estratégia útil é colocar tecidos e roupas em locais limpos e desinfestados, e em ambientes de baixa temperatura, areados e secos.

As larvas se nutrem de queratina, mas precisam também de gordura que encontram nos tecidos não adequadamente limpos para sobreviverem. Por isso, uma ação preventiva consiste em colocar os vestuários limpos e lavados ou então escovar o pó deles, estendendo-os ao ar livre, usando um desengordurante sobre as partes como os colarinhos e punhos onde as larvas das traças podem encontrar a gordura da qual necessitam. Outras dicas são usar recipientes de plástico para protegê-los no tempo, usar telas mosquiteiras e lâmpadas de luz UV que capturam os insetos adultos. 

Restam entretanto de fundamental importância para a proteção completa dos nossos indumentos o uso de produtos anti-traças. Existem produtos químicos e também naturais como a lavanda, a menta, o cedro (essências) que não são nocivos e tóxicos (como é o caso das tradicionais cânfora e naftalina). Adicionalmente, a cor amarela também é um ótimo anti-traça.

Por fim, é importante a limpeza cuidadosa e a remoção do pó constituído de fibra de lã, pelos de peliça, seda e algodão sobretudo nas empresas que trabalham com estes materiais. O controle, sobretudo na primavera, é quase que indispensável para verificar eventuais presenças de borboletas das traças ou das larvas.

Paulo Junior - Equipe Técnica Unicontrol

30 de jan. de 2014

Boas Práticas para Serviços de Alimentação

O Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação, aprovado pela Resolução - RDC nº 216, de 15 de setembro de 2004, abrange os procedimentos que devem ser adotados nos serviços de alimentação, a fim de garantir as condições higiênico-sanitárias do alimento preparado.

Possuir um bom controle de pragas urbanas é um dos requisitos para que sejam cumpridas as boas práticas e, para isso, empresas do setor podem contar com prestadores de serviço do ramo, como as dedetizadoras.

Mas atenção, empresas especializadas para o controle integrado de pragas devem possuir alvará sanitário e licença de operação do órgão ambiental. A FEPAM, por exemplo, é a responsável no Rio Grande do Sul.


O SEBRAE fornece curso online gratuito de BPSA (Boas práticas nos serviços de alimentação). Mais informações você encontra em:

http://www.ead.sebrae.com.br/tenho-uma-microempresa/bpsa-boas-praticas-nos-servicos-de-alimentacao/

Outras informações sobre controle de pragas urbanas e as Boas Práticas, você encontra em:
http://unicontrol.net.br/blog/14/boas-praticas#conteudo
www.unicontrol.net.br

16 de jul. de 2013

Baratas diabéticas?

Recentemente um estudo norte-americano chegou a conclusão de que as baratas não estão mais interessadas em açúcar. Ao longo de todos os anos em que o homem estuda e combate esta praga urbana, o açúcar tem sido um ótimo aliado para atrair a atenção dos bichinhos e fazê-los passar desta para melhor.

Mas, assim como os humanos tem tomado cuidado com a alimentação e saúde, e passado a ter dietas mais saudáveis, ao que tudo indica as baratas também mudaram seus cardápios.

Pois bem, desde a década de 90 a situação se alterou. Baratas começaram a desenvolver rejeição a este alimento, optando por buscar carboidratos e proteínas em seu lugar. A questão que se formou foi: como atacar esta visita indesejável?

Há alguns anos as dedetizadoras, ou empresas de controle de pragas urbanas, vem trabalhando com novas técnicas de aplicação e produtos mais modernos e que usam diferentes atrativos para efetuarem o controle das baratas.

Iscas em gel, inseticidas com poder residual (que permanecem atuando no ambiente por mais tempo), e diversos outros produtos foram desenvolvidos ou aperfeiçoados. Esperamos que as baratas continuem interessadas neles por bastante tempo, pois no ritmo rápido que foi esta mudança de comportamento alimentar, não nos surpreenderemos se em breve as baratas começarem protestos e greves de fome em nossas portas para pedir mais salada em nossas mesas!


Fonte:
http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/05/baratas-evoluiram-para-evitar-armadilhas-com-acucar-diz-estudo.html

10 de jul. de 2013

Dedetização ou desinsetização?

O DDT (sigla para Dicloro-Difenil-Tricloroetano) foi o primeiro inseticida moderno. Após a sua introdução e amplo uso doméstico, a ação de desinsetizar também passou a ser chamada de "dedetizar" ou "dedetização". Com o tempo, porém, o uso do DDT foi descontinuado, sendo o mesmo substituído por produtos mais modernos e novas técnicas de aplicação e controle de ambientes. Portanto, ao falar "dedetização" o que estamos querendo dizer na verdade é "desinsetização".

Uma das principais técnicas e a mais utilizada nos dias atuais é o conceito de Controle Integrado de Pragas (CIP) ou Manejo Integrado de Pragas (MIP).  Através desta técnica, objetiva-se minimizar gradativamente a utilização de agentes químicos agressivos ao meio ambiente, bem como reduzir perdas patrimoniais e financeiras causadas pela ação de pragas infestantes.

Com o CIP, o prestador de serviços de controle de pragas atende premissas básicas como identificação das pragas, decisão do método de controle e comunicação com o cliente realizadas através de Procedimento Operacional Padrão (POP), de Relatórios Técnicos e Palestras sensibilizadoras para as ações profiláticas. O comprometimento do público interno é de vital importância para a eficácia do processo, seja nos cuidados com a higiene ambiental, como em eventuais modificações de estrutura que possam ser sugeridas pelo APCCIP (Análise dos Pontos Críticos do Controle Integrado de Pragas).

Então, na hora de escolher a empresa para fazer o serviço em sua casa ou empresa, procure saber como ela trabalha. Quer ela seja a nossa empresa (Unicontrol) ou qualquer outra empresa do mercado, ter este cuidado lhe ajudará a utilizar seu dinheiro de forma mais eficiente na resolução de seus problemas com pragas urbanas.

Lembre-se, assim como remédios que compramos em farmácias, os produtos químicos de controle de pragas são venenos. A aplicação e a dosagem de remédios e produtos, se não forem feitas de maneira correta, podem resultar em completo fracasso dos tratamentos e até mesmo intoxicação de pessoas, animais e ambiente.

Quer conhecer melhor a nossa empresa? Acesse: www.unicontrol.net.br

18 de abr. de 2013

Dúvidas sobre dengue e Aedes aegypti? Respostas aqui!

Com o aumento de casos de dengue a multiplicação do conhecimento sobre a doença e seu vetor é a melhor "arma" que temos para definir ações preventivas. Tem dúvidas ou quer aprender mais? Leia o texto abaixo do Instituto Oswaldo Cruz.


Quais os hábitos de vida do Aedes aegypti?
O A. aegypti é um mosquito doméstico, vive dentro ou ao redor de domicílios ou de outras construções freqüentadas por pessoas, como estabelecimentos comerciais e escolas. Está sempre perto do homem e não se aventura às matas, por exemplo. Tem hábitos preferencialmente diurnos e alimenta-se de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. Mas, como é oportunista, pode picar à noite.


 O A. aegypti é um mosquito doméstico, que vive em domicílios e construções frequentadas por pessoas

Que fatores influenciam a infestação pelo vetor da dengue?
O A. aegypti é um mosquito antropofílico, isto é, ele vive perto do homem. Por isso, sua presença é mais comum em áreas urbanas e a infestação é mais intensa em regiões com alta densidade populacional e, principalmente, de ocupação desordenada, onde as fêmeas têm mais oportunidades para alimentação e dispõem de mais locais para desovar. A infestação por A. aegypti é sempre mais intensa no verão, em função da elevação da temperatura e da intensificação de chuvas – fatores que propiciam a reprodução do mosquito. Para evitar esta situação, é preciso adotar medidas permanentes para o controle do vetor, durante todo o ano, a partir de ações preventivas de eliminação de focos do A. aegypti. Como o mosquito tem hábitos domésticos, essa ação depende sobretudo do empenho da população.

Quais os principais criadouros do A. aegypti?
Pesquisas realizadas em campo indicam que os grandes reservatórios, como caixas d’água, galões e tonéis, são os criadouros que mais produzem A. aegypti e, portanto, os mais perigosos. Isso não significa que a população possa descuidar da atenção a pequenos reservatórios, como vasos de plantas, que comprovadamente atuam como criadouros. O alerta é para que os cuidados com os reservatórios de maior porte sejam redobrados, pois é neles que o mosquito seguramente encontra condições para se desenvolver de ovo a adulto. Em alguns bairros suburbanos do Estado do Rio de Janeiro, estes grandes criadouros produzem quase 70% do total de mosquitos adultos.

Como o mosquito se reproduz?
O acasalamento do A. ageypti se dá dentro ou ao redor das habitações, geralmente no início da vida adulta, nos primeiros dias depois que o mosquito emerge da água do criadouro. A desova acontece em criadouros com água limpa e parada, onde os ovos depositados são aderidos às paredes do recipiente, bem próximo à superfície da água, porém não diretamente sobre o líquido. Daí a importância de lavar, com escova ou palha de aço, as paredes dos recipientes que não podem ser eliminados, onde o ovo pode permanecer grudado.

Quantos ovos uma fêmea do A. aegypti pode pôr?
Uma fêmea pode dar origem a 1.500 mosquitos durante a sua vida. Os ovos são distribuídos por diversos criadouros – estratégia que garante a dispersão e preservação da espécie. Se a fêmea estiver infectada pelo vírus da dengue quando realizar a postura de ovos, há a possibilidade de as larvas já nascerem com o vírus – a chamada transmissão vertical.

Quanto tempo um ovo leva para se transformar em um mosquito adulto capaz de picar o homem para sugar sangue?
O ovo, que é escuro e mede aproximadamente 1 mm de comprimento, é depositado pela fêmea doA. aegypti nas paredes internas dos criadouros, próximos à superfície d’água. Em condições favoráveis de umidade e temperatura, o desenvolvimento do embrião é concluído em 48 horas. Um ovo pode resistir até um ano sem eclodir, por isso é muito importante lavar, com escova e palha de aço, as paredes dos recipientes que não podem ser eliminados, onde o ovo pode permanecer grudado.
Do ovo à forma adulta, o ciclo de vida do A. aegypti varia de acordo com condições climáticas, a disponibilidade de alimentos e a quantidade de larvas existentes no mesmo criadouro, uma vez que a competição de larvas por alimento em um mesmo criadouro com pouca água consiste em um obstáculo ao amadurecimento do inseto para a fase adulta. Nas condições típicas do Rio de Janeiro, esse processo geralmente leva um período de oito a doze dias.
Somente a fêmea pica o homem para sugar sangue, alimento necessário à produção de ovos. Geralmente, a hematofagia é mais voraz a partir do segundo ou terceiro dia depois que a fêmea emerge da água do criadouro. Machos se alimentam de substâncias açucaradas, como néctar e seiva.

Por quanto tempo os ovos do A. aegypti podem resistir, sem eclodir?
O período de maturação dos ovos varia segundo diversos fatores, como o clima: é concluído mais rapidamente em locais quentes e úmidos. Do desenvolvimento embrionário à eclosão, os ovos podem resistir a longos períodos de dessecação – até 450 dias, em média. Esta resistência é uma grande vantagem para o mosquito, pois permite que os ovos sobrevivam por muitos meses em ambientes secos, até que chuvas ou o próximo verão propiciem as condições favoráveis à eclosão. A resistência permite também que os ovos sejam transportados a grandes distâncias, em recipientes secos, tornando-se assim o principal meio de dispersão do inseto – dinâmica conhecida como dispersão passiva. Esse aspecto importante do ciclo de vida do mosquito demonstra a necessidade do combate continuado aos criadouros, em todas as estações do ano.

O Rio de Janeiro é mais vulnerável à dengue que outras cidades?

O A. aegypti prefere locais com altos índices de temperatura e umidade – fatores que além de acelerar o ciclo de vida do mosquito garantem a sobrevivência dos ovos fora d’água. O Rio de Janeiro apresenta frequentemente índices de 70% a 80% de umidade relativa do ar e temperaturas superiores a 25ºC. Além disso, é uma cidade densamente povoada e muito urbanizada – característica relevante para um mosquito doméstico como o A. aegypti, que tem o hábito de viver perto do homem. Por isso, o clima do Rio de Janeiro é, sim, favorável à sua proliferação. Também por isso a infestação pelo vetor é sempre mais intensa no verão. Para evitar esta situação é preciso adotar medidas permanentes para o controle do mosquito, durante todo o ano, a partir de ações preventivas que objetivem a eliminação de focos do vetor.


Há relação entre infestação de dengue e áreas desmatadas?

Os maiores índices de infestação pelo A. aegypti são registrados em bairros com alta densidade populacional e baixa cobertura vegetal, onde o mosquito encontra alvos para alimentação mais facilmente. Outro fator importante é a falta de infra-estrutura de algumas localidades. Sem fornecimento regular de água, os moradores precisam armazenar o suprimento em grandes recipientes, que na maioria das vezes não recebem os cuidados necessários e, por não serem completamente vedados, acabam tornando-se focos do mosquito. Os esforços para o controle da proliferação do mosquito da dengue certamente estão relacionados a medidas do governo, mas o comprometimento da população em eliminar criadouros domésticos é fundamental.


FONTE: Comunicação / Instituto Oswaldo Cruz.

No link abaixo tem um documentário muito bom também do Instituto Oswaldo Cruz sobre Aedes aegypti e Aedes albopictus que vale muito a pena assistir. Fala sobre a origem e dispersão desses mosquitos pelos continentes e mostra de maneira muito didádica as diferenças morfológicas entre as espécies.

http://www.ioc.fiocruz.br/Documentario_II/portugues/portugues.html

19 de mar. de 2013

Curiosidades Sobre Escorpiões

Alimentação

Os escorpiões são predadores de insetos, como baratas, grilos, cupins, etc. Alimentam-se também de aranhas e de outros escorpiões.


O escorpião segura a presa com a pinça dos palpos, curva para frente o metassoma e injeta o veneno com o ferrão, paralisando a presa quase imediatamente.

Escorpiões costumam comer muito de cada vez, ingerindo o alimento lentamente, e depois são capazes de ficar sem comer por muitos dias, até por mais de um mês. Trituram fragmentos de alimento, umedecendo-os na boca (o que propicia a digestão), sugando-os depois e eliminando o resto, como pequenas bolas de detritos. "Um escorpião da espécie T. bahiensis mantido em cativeiro, demorou 20 horas para comer uma barata comum".


Reprodução
Ecdise ou mudança de cutícula.

Os escorpiões não põem ovos. São vivíparos e seus filhotes nascem por meio de parto, após uma gestação longa. Em espécies como o T.Bahiensis e T.Serrulatus a gestação dura de 2 meses e meio a 3 meses. Algumas espécies podem gerar mais de uma ninhada a partir do mesmo acasalamento, decorrendo vários meses entre dois partos consecutivos. Entre estes escorpiões, cada ninhada pode ter mais de 20 filhotes,mas outras espécies podem produzir até 90 ou mais filhotes!!!

Enquanto verifica-se o crescimento e até atingir a maturidade sexual, os escorpiões sofrem ecdises (que significa o processo de crescimento dos artrópodes), ou seja, trocam periodicamente de cutícula. Ao chegar a ocasião da ecdise, a cutícula antiga parte-se horizontalmente acima das quelíceras. Pela fenda aberta, sai o corpo do escorpião, revestido pela nova e ainda tensa cutícula. A cutícula velha costuma sair inteira, conservando a forma do escorpião.


Predadores Naturais

Vários espécies de aranha, lagartos, louva-a-deus, corujas, seriemas, macacos e pássaros estão incluídos entre os "inimigos" dos escorpiões. Galinhas e sapos também comem escorpiões.


Sendo os sapos e os escorpiões ambos de hábitos noturnos, as probabilidades de encontro são grandes e cada sapo pode comer vários escorpiões em seguida. A galinha porém, por serem diurnas, encontram os escorpiões eventualmente, quando ciscam os terrenos.


6 de fev. de 2012

Você tem pulgas em casa?

As pulgas são insetos e evoluem em diferentes estágios no seu ciclo de vida, as fêmeas adultas podem colocar até cinquenta ovos por dia! Após um ou dois dias, a larva eclode (sai) do ovo. Após duas ou três semanas, a larva produz a polpa (casulo) dentro da qual se tornará uma pulga adulta. Quando a pulga esta pronta pra emergir do casulo, ela espera até um hospedeiro adequado para apareça e, então, pula do casulo para hospedeiro, o hospedeiro pode ser um cachorro, gato ou ATÉ MESMO UMA PESSOA. As pulgas adultas podem sobreviver por um ano dentro do casulo, enquanto as pupas (casulos) podem sobreviver por 200 dias, dependendo da temperatura e da umidade do ar.

Curiosidades

Como as pulgas entram dentro de casa?
As pulgas podem entrar em uma residência de várias maneiras, mesmo quando os animais domésticos são mantidos fora de casa. Elas podem saltar do jardim para dentro, pegar carona em você ou mesmo ter sido deixadas por antigos moradores, pois as larvas podem ficar em estado dormente por um período incrivelmente longo.
Para saber se seu animal está com pulgas, abra os pêlos e verifique se ele apresenta:
  • Pele irritada - no local da picada o animal coça e irrita a pele. Quando a infestação está alta pode ocorrer queda de pêlo em algumas partes do corpo do animal;
  • Formas pequenas de coloração marrom escura que se movem rapidamente são pulgas;
  • Pequenas bolinhas marrom escuras grudadas nos pêlos. As pulgas excretam sangue digerido. Aperte as bolinhas sobre um lenço de papel e verifique se elas liberam um líquido avermelhado.
  • Verifique também a "cama" ou local onde o animal costuma dormir e procure pelas fezes e pelas pulgas adultas.
 Como saber se sua residência tem pulgas?
Exemplo de armadilha para pulgas
É possível monitorar populações de pulgas colocando uma panela baixa com água e um pouco de detergente de lavar louças sobre o chão. No meio da panela coloque uma vela acesa a uns 10 cm de altura em relação à superfície da água com detergente. As pulgas adultas são atraídas pela fonte de luz (no caso da vela a luz é intermitente) e caem na solução de detergente. Utilizando-se este aparato, pode-se verificar quais são os locais da residência onde possui infestação de pulgas.

Como livrar os ambientes das pulgas.

A desinfestação criteriosa no animal deve estar aliada às medidas drásticas de desinfecção ambiental. Existem, no mercado, alguns inseticidas eficazes, porém, deve-se tomar muito cuidado, pois normalmente trata-se de produtos tóxicos, que podem comprometer a saúde do seu animal e da sua família.

É recomendando contratar uma empresa credenciada junto aos órgãos ambientais para realizar a desinsetização na sua residência, pois eles saberão quais as medidas mais adequadas para cada situação e quais os produtos que serão  utilizados e se serão de uso interno ou externo. Porém, deve-se levar em consideração três fatores: a eficácia; a duração do efeito, ou seja, por quanto tempo o produto vai agir; e a segurança em relação aos cuidados na aplicação para que não haja nenhum problema de intoxicação.


Até breve! 

* Tem alguma dúvida, sugestão de pauta ou quer enviar seu texto para ser publicado aqui? Entre em contato conosco via deptecnico@fitolog.com.br!