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21 de jul. de 2015

Traças e suas características

A traça é a larva da borboleta (Lepidópteros) que, segundo a espécie, se desenvolve em ambientes variados, trazendo danos à várias coisas: trajes, tapetes, cereais, árvores frutíferas.

As traças fazem parte dos insetos domésticos. São pequenas borboletas de asas sutis que fazem breves vôos. As traças no estado de borboleta que vemos voarem em nossas cozinhas, armários, despensas, depósitos em geral, não constituem o maior problema de infestação, pois tratam-se de traças fêmeas que já depositaram seus ovos, ou de traças machos que já concluíram seu ciclo de reprodução. Porém, certamente outros machos e outras fêmeas escondidos permanecerão se reproduzindo caso não haja intervenção.

Os verdadeiros responsáveis pela infestação das traças são as larvas dotadas de um aparato mastigador com mandíbulas muito desenvolvidas com as quais provocam danos grandes nas nossas casas, armazéns e estabelecimentos.


As traças se diferenciam em duas categorias: Traças dos tecidos e Traças dos alimentos:

Tinea pellionella

É a traça da lã, das peles e dos panos, pertencentes à família dos Tineidae. A dieta das suas larvas é constituída de queratina, substância que encontram sob os substratos orgânicos: peles, plumas, pelos de ovelhas, alpacas, lã com uma particular preferência pelo cashmere, mas também seda e, às vezes, fibras vegetais como o algodão.

Ciclo Vital

As fêmeas das traças depositam diretamente sobre os materiais onde as larvas poderão nutrir-se. O tempo necessário para o desenvolvimento completo da traça ao estado larval é de 2-3 meses. Neste período, a traça cria um refúgio construído cortando os pelos na base que depois une com uma baba sedosa. Neste casulo, que cresce na mesma medida com que cresce a larva (1cm cerca) se desenvolve a crisálida.

A temperatura ótima para o desenvolvimento das traças é de 25°C e uma umidade de 75%, e em um ano podem desenvolver-se 2 ou 3 gerações.



Plodia interpunctella

Este é o nome verdadeiro da traça do alimento, que são aquelas borboletinhas que se encontram nas pequenas e grandes despensas, mas não são consideradas verdadeiras traças. Atacam alimentos como farinha, legumes, espécies, chá, arroz cereais etc, e a sua dieta não é a base de queratina. Esta categoria de traça está presente em todo o globo terrestre.

Ciclo Vital

O ciclo vital da traça do alimento inicia em março e termina no mês de outubro. A fêmea desta traça deposita cerca de 300 ovos e o desenvolvimento das larvas dura 41 semanas, durante as quais se nutrem e metabolizam tudo aquilo que encontram na despensa, infestando qualquer coisa e são capazes de se infiltrar também nos recipientes herméticos.



PREVENÇÃO À INFESTAÇÃO DAS TRAÇAS

Tratando-se de Lepidópteros, ou seja insetos que voam, a infestação da traça pode chegar do externo em nossas casas e nos depósitos e armazéns, mas também através de material, seja alimentar que tecido animal, já infestado.

Portanto, ao prevenir uma infestação de traças o primeiro intervento útil consiste em um atencioso controle de peças de roupas ou outro material que entra no ambiente em qual vivemos.

As traças são insetos que preferem uma temperatura quente-úmida, então uma estratégia útil é colocar tecidos e roupas em locais limpos e desinfestados, e em ambientes de baixa temperatura, areados e secos.

As larvas se nutrem de queratina, mas precisam também de gordura que encontram nos tecidos não adequadamente limpos para sobreviverem. Por isso, uma ação preventiva consiste em colocar os vestuários limpos e lavados ou então escovar o pó deles, estendendo-os ao ar livre, usando um desengordurante sobre as partes como os colarinhos e punhos onde as larvas das traças podem encontrar a gordura da qual necessitam. Outras dicas são usar recipientes de plástico para protegê-los no tempo, usar telas mosquiteiras e lâmpadas de luz UV que capturam os insetos adultos. 

Restam entretanto de fundamental importância para a proteção completa dos nossos indumentos o uso de produtos anti-traças. Existem produtos químicos e também naturais como a lavanda, a menta, o cedro (essências) que não são nocivos e tóxicos (como é o caso das tradicionais cânfora e naftalina). Adicionalmente, a cor amarela também é um ótimo anti-traça.

Por fim, é importante a limpeza cuidadosa e a remoção do pó constituído de fibra de lã, pelos de peliça, seda e algodão sobretudo nas empresas que trabalham com estes materiais. O controle, sobretudo na primavera, é quase que indispensável para verificar eventuais presenças de borboletas das traças ou das larvas.

Paulo Junior - Equipe Técnica Unicontrol

23 de jun. de 2015

Aedes aegypti: suas novas doenças e a velha e boa prevenção.

Basta nos descuidarmos, deixando um vaso de flor com pequena quantidade de água no recipiente, água acumulada em potinhos no quintal ou em pneus, até em plantas como as bromélias e tampinhas de garrafa, para termos um criadouro do mosquito Aedes aegypti e o mesmo fechar seu ciclo de reprodução. Esse mosquito além de transmitir a febre amarela e a dengue, agora é protagonista de nova preocupação, transmitindo o Zika vírus e o vírus Chikungunya.
 O vírus Chikungunya ainda não está circulando pelo Brasil, porém já tivemos 20 casos de pessoas contaminadas, mas que vieram de outros países. Há três casos de investigação, um no Ceará e dois no Amapá e a previsão é que no próximo verão haverá uma possível infestação deste vírus. Já o Zyka vírus atingiu os Estados da Bahia, Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e Paraíba.
Os sintomas dessas doenças são muito semelhantes, como dor de cabeça, dores e manchas vermelhas pelo corpo, febre alta, dores musculares e nas articulações.

Este inseto (figura 1) extremamente adaptado ao ambiente urbano e ao ser humano e difícil de combater desenvolveu uma série de mecanismos evolutivos para sobreviver e tem escapado de todas as táticas de prevenção e controle da doença.
 
Figura 1: Mosquito Aedes aegypti


O que podemos fazer então?

Prevenir!!! A prevenção é a arma mais eficaz contra esse mosquito. Nós da Unicontrol, sabemos bem o que é isso, pois sempre prevenimos pra não ter que remediar! Realizar uma boa inspeção nos locais mais propícios, conversar com os nossos clientes orientando a melhor maneira de evitar a proliferação e quando necessário, realizar intervenções com aplicações de produtos domissanitários, ou seja, específicos para o controle de insetos.
Segue abaixo algumas dicas para o combate do mosquito e os focos de larvas:


Caso encontre algum foco suspeito de larvas, avise a Vigilância Sanitária de seu município. Se estiver com sintomas parecidos com os citados a cima, procure um médico.

Eloisa Marchetto Bióloga Unicontrol
CRBio 075949/03 - D


30 de jan. de 2014

Boas Práticas para Serviços de Alimentação

O Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação, aprovado pela Resolução - RDC nº 216, de 15 de setembro de 2004, abrange os procedimentos que devem ser adotados nos serviços de alimentação, a fim de garantir as condições higiênico-sanitárias do alimento preparado.

Possuir um bom controle de pragas urbanas é um dos requisitos para que sejam cumpridas as boas práticas e, para isso, empresas do setor podem contar com prestadores de serviço do ramo, como as dedetizadoras.

Mas atenção, empresas especializadas para o controle integrado de pragas devem possuir alvará sanitário e licença de operação do órgão ambiental. A FEPAM, por exemplo, é a responsável no Rio Grande do Sul.


O SEBRAE fornece curso online gratuito de BPSA (Boas práticas nos serviços de alimentação). Mais informações você encontra em:

http://www.ead.sebrae.com.br/tenho-uma-microempresa/bpsa-boas-praticas-nos-servicos-de-alimentacao/

Outras informações sobre controle de pragas urbanas e as Boas Práticas, você encontra em:
http://unicontrol.net.br/blog/14/boas-praticas#conteudo
www.unicontrol.net.br