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20 de out. de 2015

Dedetização ou desinsetização?

O DDT (sigla para Dicloro-Difenil-Tricloroetano) foi o primeiro inseticida moderno. Após a sua introdução e amplo uso doméstico, a ação de desinsetizar também passou a ser chamada de "dedetizar" ou "dedetização". Com o tempo, porém, o uso do DDT foi descontinuado, sendo o mesmo substituído por produtos mais modernos e novas técnicas de aplicação e controle de ambientes. Portanto, ao falar que precisamos fazer uma "dedetização" ou de uma "dedetizadora", o que estamos querendo dizer é "desinsetização" e "desinsetizadora".

Uma das principais técnicas e a mais utilizada nos dias atuais é o conceito de Controle Integrado de Pragas (CIP) ou Manejo Integrado de Pragas (MIP).  Através desta técnica, objetiva-se minimizar gradativamente a utilização de agentes químicos agressivos ao meio ambiente, bem como reduzir perdas patrimoniais e financeiras causadas pela ação de pragas infestantes.

Com o CIP, o prestador de serviços de controle de pragas atende premissas básicas como identificação das pragas, decisão do método de controle e comunicação com o cliente realizadas através de Procedimento Operacional Padrão (POP), de Relatórios Técnicos e Palestras sensibilizadoras para as ações profiláticas. O comprometimento do público interno é de vital importância para a eficácia do processo, seja nos cuidados com a higiene ambiental, como em eventuais modificações de estrutura que possam ser sugeridas pelo APCCIP (Análise dos Pontos Críticos do Controle Integrado de Pragas).

Então, na hora de escolher a empresa de controle de pragas urbanas para fazer o serviço em sua casa ou empresa, procure saber como ela trabalha. Quer ela seja a nossa empresa (Unicontrol) ou qualquer outra empresa do mercado, ter este cuidado lhe ajudará a utilizar seu dinheiro de forma mais eficiente na resolução de seus problemas com pragas urbanas.



Lembre-se, assim como remédios que compramos em farmácias, os produtos químicos de controle de pragas são venenos. A aplicação e a dosagem de remédios e produtos, se não forem feitas de maneira correta, podem resultar em completo fracasso dos tratamentos e até mesmo intoxicação de pessoas, animais e ambiente.

13 de out. de 2015

História do Controle de Pragas

Por 7.500 anos o homem realizou o controle de pragas de forma manual ou naturalmente. Evidências sugerem que eram usados derivados de plantas para tratar sementes e na fumigação. Na China, por volta de 2.500 a.C., já era usado o pó de enxofre para controle de pragas; no século III, usava-se ninhos de formiga predadoras para controle de insetos em pomares cítricos e em 1182 foi criada a primeira lei para controle de insetos-praga.

No Brasil, o crescimento desordenado dos centros urbanos juntamente com a alta imigração principalmente após a abolição da escravatura (1888) e da instituição da República (1889), mostrou um quadro preocupante de saúde pública. No Rio de Janeiro, existiam muitos cortiços e as pessoas ficavam doentes por febre amarela, peste bubônica, varíola, tuberculose. Epidemias destas doenças vitimaram centenas de pessoas e o auge desta crise ocorreu no início do século XX.

As autoridades resolveram reagir energicamente à crise sanitária e chamaram o médico Oswaldo Cruz para iniciar uma campanha de saneamento, utilizando as brigadas mata-mosquitos, nos moldes de combate adotado pelo exército americano em Cuba. Estas brigadas vedavam e expurgavam casas, faziam o policiamento de focos do mosquito e destruíam larvas. Multavam e intimavam os proprietários de imóveis insalubres, exigiam proteções para caixas d’água e colocavam petróleo em ralos e bueiros. Com o decreto 1.802 de 12 de dezembro de 1907, criou-se o Instituto de Patologia Experimental de Manguinhos, atualmente chamado de Instituto Oswaldo Cruz, que estudaria estratégias para controle de vetores da febre amarela.

O trabalho de Oswaldo Cruz no combate à peste bubônica teve um início mais cedo, em 1898, convidado por Adolfo Lutz para trabalhar lado a lado com Vital Brazil, identificando e prevenindo a peste em Santos. O soro utilizado (antipestoso), foi desenvolvido na Fazenda Butantan (que deu origem ao Instituto Butantan) em 1901. Eles adotaram o soro e a vacina (produzida pelo Instituto Pasteur em Paris) para combater a doença. A campanha ainda incluía isolamento de pacientes, notificação dos casos e desratização da cidade. Santos estava infestada de ratos reservatórios da peste bubônica e o médico promoveu uma campanha de um tostão para cada rato entregue no Serviço Sanitário, causando alvoroço entre as classes mais populares.



A legislação a respeito do controle de pragas obteve um direcionamento mais para o tratamento do ambiente a partir do decreto 16.300 de 1923. Na área agrícola, o DDT (dicloro-difenil-tricloroetano) representou um marco no controle insetos-praga. Foi sintetizado em 1873 por Ziedler, mas somente em 1905 seu orientador ganhou o Nobel de Química por este trabalho. Foi durante a 2ª Guerra Mundial que o Dr. Paul Miller descobriu seu efeito inseticida. Com o uso do DDT, aumentou-se a qualidade e a produtividade agrícola. O controle químico era basicamente o único tipo de controle utilizado, por ser barato, eficiente e fácil de manusear.



Assim surgiu o termo dedetização (aplicação de DDT) e com o tempo passou a significar o controle químico de insetos. Com a proibição de inseticidas organoclorados como o DDT, o termo dedetização acabou sendo substituído pelo termo desinsetização.

O conceito de pragas antes era reservado aos insetos, mas surgiu uma proposta para inclusão de todos os organismos com ação conflitante ao interesse do homem. Baseando-se neste conceito, foi generalizado o termo Controle Integrado de Pragas para Manejo Integrado de Pragas, ratificado pela FAO (Food and Agriculture Organization) a partir de 1972.


18 de ago. de 2015

O que é Controle Integrado de Pragas?

É um conjunto de ações preventivas e corretivas, para impedir a atração, abrigo, acesso ou proliferação de vetores e pragas urbanas.
Inclui métodos de controle e o desenvolvimento de critérios, visando resultados positivos nos aspectos sanitário, ambiental e econômico.

Como exemplo de medidas preventivas, temos as boas práticas de fabricação e treinamentos. Já na parte de medidas corretivas, estão as barreiras físicas, armadilhas e por fim o controle químico.


Para impedir o acesso, instalação e proliferação de pragas, as construções devem estar em bom estado e o ambiente propriamente adequado.
Elementos como a organização, higiene, limpeza, barreiras físicas e asseio, devem ser mantidos para um controle efetivo.

Outras medidas essenciais:
- Eliminar aberturas;
- Manter as portas fechadas e vedar frestas;
- Instalar telas em janelas e outras aberturas;


- Colocar barreiras em locais de acesso como: tubulações, ralos, condutores de fios, etc;
- Eliminar espaços nas paredes, pisos e forros (pois facilitam a formação de ninhos);
- Evitar o acúmulo de equipamentos e materiais fora de uso;
- Destinar o lixo adequadamente e com frequência constante em sua coleta;



- Remover os entulhos;
- Utilizar ralos sifonados;
- Evitar o acúmulo de água;
- Consertar vazamentos em dutos de água e torneiras;
- Manter gramas e árvores bem aparadas;
- Substituir estrados e azulejos com rachaduras;
- Vedar buracos, fendas, aberturas e rachaduras;
-Manter os produtos armazenados com uma distância mínima do chão e das paredes.


Quando as medidas de prevenção não são suficientes, faz-se necessário o uso de controle químico, na forma de produtos desinfestantes. Este tipo de controle, só deve ser executado por uma empresa especializada em controle de vetores e pragas urbanas.

Suian Brehm – Bióloga Unicontrol
CRBio 45391-03


11 de ago. de 2015

Pulgas = Atletas

Pulgas são insetos pequenos, sem asas, com pernas longas, de corpo marrom escuro e achatado, coberto por placas. São excelentes saltadoras, podendo saltar aproximadamente dezoito centímetros na vertical e trinta e três na horizontal; e muito resistentes, graças à presença de placas na superfície de seu corpo. 

Se quisessem, as pulgas poderiam tranquilamente ganhar a vida como atletas. E certamente não sobrariam muitas medalhas para americanos e chineses nas Olimpíadas! Algumas pulgas podem pular uma distância equivalente a 100 vezes o tamanho do próprio corpo: se mede 3 mm, pode dar um salto de até 30 cm. Isso equivale a uma pessoa de 1,70 m dar um pulo de 170 metros: a altura de um prédio de 60 andares! Além disso, a aceleração produzida por estes pequenos insetos também é extraordinária: enquanto astronautas experimentam acelerações de até 8 G (isto é, oito vezes a aceleração da gravidade), a pulga do rato é capaz de produzir um pico de aceleração de 140 G!!

Figura 1: Sequência do salto de uma pulga.

Pulgas adultas podem ficar meses sem se alimentar, permitindo com que sobrevivam por muito tempo, mesmo quando a oferta nutricional se apresenta escassa. Muitas delas se alimentam de sangue de mamíferos e aves, graças às peças bucais adaptadas para perfurar e sugar: são ectoparasitas. Cada fêmea pode liberar cerca de 500 ovos; e estes são lançados fora do corpo do hospedeiro, em ninhos, covas, solo, e até em carpetes e frestas de pisos. Deles, em aproximadamente doze dias, saem larvas. Elas se alimentam de dejetos, restos de pele e outros resíduos, e passam por três estágios, nos quais ocorrem trocas de pele. Depois, formam casulos, se transformam em pupas e, após este estágio, adquirem forma adulta.

Figura 2: ciclo de vida da pulga.

Mais algumas considerações e curiosidades sobre as pulgas:
  • As pulgas não pulam no escuro;
  • As pulgas podem sim picar o homem se famintas e se não tiver nem um cão ou gato por perto;
  • Os ovos se desenvolvem no ambiente;
  • Os ovos eclodem de 2 dias à 2 semanas;
  • As larvas gostam de se alimentar das fezes das adultas;
  • Uma pulga pode gerar 200 novas pulgas em sua vida;
  • A espécie que parasita o homem é a Pulex irritans;
  • Essa pulga pula e pica o homem e volta para o ambiente, diferentemente da pulga de cães e gatos, que ficam constantemente no hospedeiro;
  • A pulga do rato (Xenopylla spp.) é transmissora da bactéria causadora da Peste Bulbônica;
  • Ainda existe Peste Bulbônica, mas com a ampla utilização de antibióticos dificilmente alguém morre de peste.

    Eloisa Marchetto – Bióloga Unicontrol
    CRBio 075949/03 - D

28 de jul. de 2015

Escorpiões: o que você precisa saber

A origem dos escorpiões remonta a mais de 400 milhões de anos. A notória capacidade evolutiva e adaptativa permitiu que esses animais resistissem a todos os grandes cataclismos. Para sobreviver por milênios, os escorpiões se adaptaram aos mais variados tipos de habitat, dos desertos às florestas tropicais e do nível do mar a altitudes de até 4.400 metros. Entretanto, a maioria das espécies tem preferência por climas tropicais e subtropicais.
Todos os escorpiões atuais são terrestres. Podem ser encontrados nos mais variados ambientes, em esconderijos junto às habitações humanas, construções e sob os dormentes das linhas dos trens. Procuram locais escuros para se esconder. O hábito noturno é registrado para a maioria das espécies. São mais ativos durante os meses mais quentes do ano (em particular no período das chuvas). Devido às alterações climáticas do globo, em algumas regiões, estes animais têm se apresentado ativos durante o ano todo. São carnívoros, alimentam-se principalmente de insetos e aranhas, tornando-os um grupo de eficientes predadores de um grande número de outros pequenos animais, às vezes nocivos ao homem.
Entre os seus predadores estão camundongos, quatis, macacos, sapos, lagartos, corujas, seriemas, galinhas, algumas aranhas, formigas, lacraias e os próprios escorpiões.

As espécies de importância em saúde.


Das 1.600 espécies conhecidas no mundo, apenas cerca de 25 são consideradas de interesse em saúde. No Brasil, onde existem cerca de 160 espécies de escorpiões, as responsáveis pelos acidentes graves pertencem ao gênero Tityus que tem como característica, entre outras, a presença de um espinho sob o ferrão. As principais espécies capazes de causar acidentes graves são: Tityus serrulatus, Tityus bahiensis, Tityus stigmurus, Tityus paraensis. O escorpião Tityus bahiensis, o único que ocorre no RS é conhecido como escorpião marrom ou preto.


 Figura 1: Tityus serrulatus e Tityus bahiensis.


 Figura 2: Tityus paraensis.  e Tityus stigmurus

Por que fazer o controle de escorpiões?


É necessário controlar as populações de escorpiões pelo risco que representam para a saúde humana, já que a erradicação dessas espécies não é possível e nem viável. No entanto, o controle pode diminuir o número de acidentes e, consequentemente, a morbimortalidade. Esses animais desempenham papel importante no equilíbrio ecológico como predadores de outros seres vivos, devendo ser preservados na natureza. Já nas áreas urbanas, medidas devem ser adotadas para que seja evitada a sua proliferação, por meio de ações de controle, captura (busca ativa) e manejo ambiental.
A busca ativa deverá ser realizada nas áreas interna e externa dos imóveis, principalmente nos seguintes locais:

1.     Assoalhos e rodapés soltos
7. Vigas e telhados em porões, sótãos e forros no teto
2.     Ralos de cozinha, banheiros e área de serviço
8. Móveis, cortinas, estantes, quadros, lareiras
3.     Frestas e vãos de paredes
9. Roupas e sapatos
4.     Batentes de portas e de janelas
10. Objetos empilhados ou jogados
5.     Caixas e pontos de energia
11. Armários sob pias ou gavetas
6.     Sistema de refrigeração de ar
12. Panos de chão e toalhas penduradas





Nas áreas externas a busca deve ser realizada em locais com material de construção (pilhas de telhas e tijolos, blocos de cimento, entulho, pedras, amontoados de madeira, placas de concreto), lixo domiciliar, troncos, galhos e folhas secas caídas, objetos descartados, garrafas empilhadas, frestas e vãos de muros, tanques, fornos de barro e barrancos, galpões, depósitos, viveiros de mudas e plantas, caixas de gordura, canalizações de água, caixas de esgoto, de energia Verificar atentamente onde há mato junto aos muros e nas camadas de materiais empilhados que ficam em contato com o solo.

O que fazer para controlar a ocorrência de escorpiões?

  • Manter limpos quintais e jardins;
  • Acondicionar lixo domiciliar em sacos plásticos ou outros recipientes apropriados e fechados, e entregá-los para o serviço de coleta;
  • Evitar a formação de ambientes favoráveis ao abrigo de escorpiões, como obras de construção civil e terraplenagens que possam deixar entulho, superfícies sem revestimento, umidade etc;
  • Preservar os inimigos naturais dos escorpiões, especialmente aves de hábitos noturnos (corujas, joão-bobo, etc.), pequenos macacos, quati, lagartos, sapos e gansos (galinhas não são eficazes agentes controladores de escorpiões);
  • Evitar queimadas em terrenos baldios, pois desalojam os escorpiões;
  • Remover folhagens, arbustos e trepadeiras junto às paredes externas e muros;
  • Manter fossas sépticas bem vedadas, para evitar a passagem de baratas e escorpiões;
  • Rebocar paredes externas e muros para que não apresentem vãos ou frestas;
  • Reparar rodapés soltos e colocar telas nas janelas;
  • Telar as aberturas dos ralos, pias ou tanques.


Como proceder em caso de acidente?


As medidas devem ser adotadas de imediato e o tratamento instituído o mais rápido possível após o acidente.


O que fazer?

  • Limpar o local com água e sabão;
  • Procurar orientação médica imediata e mais próxima do local da ocorrência do acidente (UBS, posto de saúde, hospital de referência);
  • Se for possível, capturar o animal e levá-lo ao serviço de saúde, pois a identificação do escorpião causador do acidente pode auxiliar o diagnóstico.

O que não fazer?

  • Não amarrar ou fazer torniquete;
  • Não aplicar nenhum tipo de substâncias sobre o local da picada (fezes, álcool, querosene, fumo, ervas, urina) nem fazer curativos que fechem o local, pois podem favorecer a ocorrência de infecções;
  • Não cortar, perfurar ou queimar o local da picada;
  • Não dar bebidas alcoólicas ao acidentado, ou outros líquidos como álcool, gasolina, querosene, etc, pois não têm efeito contra o veneno e podem agravar o quadro.

Eloisa Marchetto – Bióloga Unicontrol
CRBio 075949/03 - D

21 de jul. de 2015

Traças e suas características

A traça é a larva da borboleta (Lepidópteros) que, segundo a espécie, se desenvolve em ambientes variados, trazendo danos à várias coisas: trajes, tapetes, cereais, árvores frutíferas.

As traças fazem parte dos insetos domésticos. São pequenas borboletas de asas sutis que fazem breves vôos. As traças no estado de borboleta que vemos voarem em nossas cozinhas, armários, despensas, depósitos em geral, não constituem o maior problema de infestação, pois tratam-se de traças fêmeas que já depositaram seus ovos, ou de traças machos que já concluíram seu ciclo de reprodução. Porém, certamente outros machos e outras fêmeas escondidos permanecerão se reproduzindo caso não haja intervenção.

Os verdadeiros responsáveis pela infestação das traças são as larvas dotadas de um aparato mastigador com mandíbulas muito desenvolvidas com as quais provocam danos grandes nas nossas casas, armazéns e estabelecimentos.


As traças se diferenciam em duas categorias: Traças dos tecidos e Traças dos alimentos:

Tinea pellionella

É a traça da lã, das peles e dos panos, pertencentes à família dos Tineidae. A dieta das suas larvas é constituída de queratina, substância que encontram sob os substratos orgânicos: peles, plumas, pelos de ovelhas, alpacas, lã com uma particular preferência pelo cashmere, mas também seda e, às vezes, fibras vegetais como o algodão.

Ciclo Vital

As fêmeas das traças depositam diretamente sobre os materiais onde as larvas poderão nutrir-se. O tempo necessário para o desenvolvimento completo da traça ao estado larval é de 2-3 meses. Neste período, a traça cria um refúgio construído cortando os pelos na base que depois une com uma baba sedosa. Neste casulo, que cresce na mesma medida com que cresce a larva (1cm cerca) se desenvolve a crisálida.

A temperatura ótima para o desenvolvimento das traças é de 25°C e uma umidade de 75%, e em um ano podem desenvolver-se 2 ou 3 gerações.



Plodia interpunctella

Este é o nome verdadeiro da traça do alimento, que são aquelas borboletinhas que se encontram nas pequenas e grandes despensas, mas não são consideradas verdadeiras traças. Atacam alimentos como farinha, legumes, espécies, chá, arroz cereais etc, e a sua dieta não é a base de queratina. Esta categoria de traça está presente em todo o globo terrestre.

Ciclo Vital

O ciclo vital da traça do alimento inicia em março e termina no mês de outubro. A fêmea desta traça deposita cerca de 300 ovos e o desenvolvimento das larvas dura 41 semanas, durante as quais se nutrem e metabolizam tudo aquilo que encontram na despensa, infestando qualquer coisa e são capazes de se infiltrar também nos recipientes herméticos.



PREVENÇÃO À INFESTAÇÃO DAS TRAÇAS

Tratando-se de Lepidópteros, ou seja insetos que voam, a infestação da traça pode chegar do externo em nossas casas e nos depósitos e armazéns, mas também através de material, seja alimentar que tecido animal, já infestado.

Portanto, ao prevenir uma infestação de traças o primeiro intervento útil consiste em um atencioso controle de peças de roupas ou outro material que entra no ambiente em qual vivemos.

As traças são insetos que preferem uma temperatura quente-úmida, então uma estratégia útil é colocar tecidos e roupas em locais limpos e desinfestados, e em ambientes de baixa temperatura, areados e secos.

As larvas se nutrem de queratina, mas precisam também de gordura que encontram nos tecidos não adequadamente limpos para sobreviverem. Por isso, uma ação preventiva consiste em colocar os vestuários limpos e lavados ou então escovar o pó deles, estendendo-os ao ar livre, usando um desengordurante sobre as partes como os colarinhos e punhos onde as larvas das traças podem encontrar a gordura da qual necessitam. Outras dicas são usar recipientes de plástico para protegê-los no tempo, usar telas mosquiteiras e lâmpadas de luz UV que capturam os insetos adultos. 

Restam entretanto de fundamental importância para a proteção completa dos nossos indumentos o uso de produtos anti-traças. Existem produtos químicos e também naturais como a lavanda, a menta, o cedro (essências) que não são nocivos e tóxicos (como é o caso das tradicionais cânfora e naftalina). Adicionalmente, a cor amarela também é um ótimo anti-traça.

Por fim, é importante a limpeza cuidadosa e a remoção do pó constituído de fibra de lã, pelos de peliça, seda e algodão sobretudo nas empresas que trabalham com estes materiais. O controle, sobretudo na primavera, é quase que indispensável para verificar eventuais presenças de borboletas das traças ou das larvas.

Paulo Junior - Equipe Técnica Unicontrol

7 de jul. de 2015

Pulgas em roedores?! Um problema para nós humanos e nossos bichinhos de estimação!

Os roedores sinantrópicos (que convivem no mesmo ambiente do homem) adaptaram-se rapidamente as alterações ambientais realizadas pelo homem e a dispersão desses roedores é favorecida pelas rotas de comércio e transporte de alimentos; além disso, vivem em grandes grupos.
Eles desempenham um papel importante na transmissão de doenças, tanto para humanos (zoonoses) quanto para animais domésticos, sejam por sua urina, fezes, mordidas ou através de seus ectoparasitos, ou seja, parasitas que vivem na parte externa do corpo do hospedeiro.
Um ectoparasita muito conhecido que causa diversos problemas à saúde tanto de animais de estimação quanto a nós, seres humanos, pois são responsáveis pela transmissão de diversas moléstias, são as pulgas.


Em animais domésticos uma doença bem comum é a Bartonelose. É uma doença causada por uma bactéria do gênero Bartonella e pode infectar animais domésticos e seres humanos. Após a transmissão pela picada da pulga, as bactérias se multiplicam dentro das células vermelhas do sangue, causando anemia, febre, prostração e perda de peso. Animais imunodeprimidos, filhotes e idosos parecem ser mais suscetíveis ao agente, apresentando quadros mais graves da doença. Nos casos mais graves alguns animais desenvolvem uma alergia grave às picadas de pulgas (chamada dermatite alérgica à picada da pulga) e desenvolvem sinais, tais como comichão intensa, que pode durar muito tempo depois de as pulgas serem eliminadas.

Em humanos, as pulgas podem causar irritações cutâneas e lesões por causa da picada. Com isso, é mais fácil para um fungo ou bactéria se instalar, ocasionando uma infecção. Como um vetor biológico, ou seja, transmissora de doenças, se estiver presente nos roedores pode transmitir em casos mais graves a peste bubônica e o tifo murinho.
A peste bubônica é uma típica zoonose, causada pelo contato com roedores infectados. As pulgas dos roedores “recolhem” a bactéria (Yersinia pestis) do sangue dos animais infectados, e quando estes morrem, procuram novos hospedeiros.  Animais e seres humanos podem ser infectados, quando a pulga liberta bactérias na pele da vítima. A bactéria (Y. pestis), entra então na corrente sanguínea através de feridas na pele, como a da picada da pulga. Outra forma de infecção é por inalação de gotas de líquido de espirros ou tosse de indivíduo doente.
Rickettsia typhi ou a Rickettsia mooseri, são bactérias causadoras do tifo murino, são transmitidas para os humanos pelas pulgas do rato. Apenas quando cresce muito o número de animais contaminados, as obriga a procurar novos hospedeiros e facilita a disseminação da enfermidade. Quando esses insetos picam o homem, liberam fezes infectadas pelas bactérias que penetram no organismo humano causando febre alta (39 à 40ºC), dor de cabeça, mal estar, náuseas, vômitos, tosse, dor de barriga, diarreia e manchas avermelhadas na pele. Caso o problema se agrave podem causar sangramento na pele, pressão baixa e choque circulatório. O problema é que ela pode ser confundida com as lesões do sarampo ou da rubéola!
Portanto, você já percebeu que há motivos de sobra para combatermos tanto os roedores quanto as pulgas, que não só causam danos à saúde dos nossos animais de estimação, mas também à nossa saúde e também prevenir com a higiene pessoal, como lavar muito bem as mãos!

Júlia Mósena – Equipe Técnica Unicontrol


Bibliografia consultada:
http://www.minhavida.com.br/saude/temas/pulgas

23 de jun. de 2015

Aedes aegypti: suas novas doenças e a velha e boa prevenção.

Basta nos descuidarmos, deixando um vaso de flor com pequena quantidade de água no recipiente, água acumulada em potinhos no quintal ou em pneus, até em plantas como as bromélias e tampinhas de garrafa, para termos um criadouro do mosquito Aedes aegypti e o mesmo fechar seu ciclo de reprodução. Esse mosquito além de transmitir a febre amarela e a dengue, agora é protagonista de nova preocupação, transmitindo o Zika vírus e o vírus Chikungunya.
 O vírus Chikungunya ainda não está circulando pelo Brasil, porém já tivemos 20 casos de pessoas contaminadas, mas que vieram de outros países. Há três casos de investigação, um no Ceará e dois no Amapá e a previsão é que no próximo verão haverá uma possível infestação deste vírus. Já o Zyka vírus atingiu os Estados da Bahia, Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e Paraíba.
Os sintomas dessas doenças são muito semelhantes, como dor de cabeça, dores e manchas vermelhas pelo corpo, febre alta, dores musculares e nas articulações.

Este inseto (figura 1) extremamente adaptado ao ambiente urbano e ao ser humano e difícil de combater desenvolveu uma série de mecanismos evolutivos para sobreviver e tem escapado de todas as táticas de prevenção e controle da doença.
 
Figura 1: Mosquito Aedes aegypti


O que podemos fazer então?

Prevenir!!! A prevenção é a arma mais eficaz contra esse mosquito. Nós da Unicontrol, sabemos bem o que é isso, pois sempre prevenimos pra não ter que remediar! Realizar uma boa inspeção nos locais mais propícios, conversar com os nossos clientes orientando a melhor maneira de evitar a proliferação e quando necessário, realizar intervenções com aplicações de produtos domissanitários, ou seja, específicos para o controle de insetos.
Segue abaixo algumas dicas para o combate do mosquito e os focos de larvas:


Caso encontre algum foco suspeito de larvas, avise a Vigilância Sanitária de seu município. Se estiver com sintomas parecidos com os citados a cima, procure um médico.

Eloisa Marchetto – Bióloga Unicontrol
CRBio 075949/03 - D


16 de jun. de 2015

Controle de roedores e o efeito bumerangue

Um dos desafios para a execução de um controle de roedores efetivo é o combate ao chamado efeito bumerangue. Muitas pessoas, por desconhecerem o efeito bumerangue e tentarem resolver seu problema de roedores de maneira caseira, acabam por aumentar a população de roedores em seu ambiente. Mas como é possível que aumentemos uma população de ratos ao matarmos alguns indivíduos de uma colônia que está infestando nossa empresa ou residência?

Vamos dar um exemplo de Efeito Bumerangue: em uma colônia com 10 ratos adultos, o aparecimento do 11º rato inicia o canibalismo (filhotes são comidos pelos adultos). Isso porque o ambiente dispõe de recursos suficientes apenas para 10 ratos, logo é necessária a eliminação do 11º para não colocar os demais em risco. As fêmeas, então, diminuem sua freqüência de cio e dão luz a ninhadas menores (as quais também são canibalizadas para que a população não aumente). Somente com a ocorrência da morte de 1 dos 10 ratos dessa colônia é que a vaga é preenchida por algum filhote. Dessa forma, a colônia auto regula-se de acordo com os recursos que dispõe para seu sustento.


Caso o homem intervenha nesse equilíbrio e consiga eliminar 4 ratos dessa colônia, por exemplo, as fêmeas poderão gerar 20 filhotes (fêmeas de roedores dão grandes ninhadas), que vão se alimentar da comida dos 4 adultos eliminados. Haverá competição direta entre esses 20 filhotes pelas 4 vagas em aberto na colônia. Os 4 mais fortes tentam eliminar os 16 outros jovens mais fracos, porém esses 16 já não são mais tão desprotegidos nem tão inábeis e, assim, salvam suas vidas fugindo do território e vão habitar áreas próximas, estabelecendo novas colônias. Dessa forma, ao invés da colônia anterior de 10 indivíduos, nos deparamos com duas colônias que totalizam 26 ratos. Ou seja, mais que o dobro do problema inicial, apenas por não ter tido uma atuação correta para a solução da infestação de roedores.


Bom, e qual a solução correta então para um tratamento efetivo contra roedores?

Primeiro de tudo, precisa-se evitar a eliminação de um ou outro indivíduo de maneira isolada, pois isto despertará na colônia a necessidade de reposição de indivíduos conforme vimos acima. Para isso, empresas profissionais de controle de pragas utilizam produtos raticidas especiais que não matam instantaneamente os roedores que o consomem.

Portanto, neste intervalo de tempo entre um e outro roedor que consome a isca raticida, os filhotes também acabam por se alimentar das iscas raticidas e, assim, não sobrevivem para originar novas colônias. Para garantir que toda a população tenha acesso ao raticida, as aplicações são feitas com pelo menos algum intervalo de uma/duas semanas entre elas.

30 de jan. de 2014

Boas Práticas para Serviços de Alimentação

O Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação, aprovado pela Resolução - RDC nº 216, de 15 de setembro de 2004, abrange os procedimentos que devem ser adotados nos serviços de alimentação, a fim de garantir as condições higiênico-sanitárias do alimento preparado.

Possuir um bom controle de pragas urbanas é um dos requisitos para que sejam cumpridas as boas práticas e, para isso, empresas do setor podem contar com prestadores de serviço do ramo, como as dedetizadoras.

Mas atenção, empresas especializadas para o controle integrado de pragas devem possuir alvará sanitário e licença de operação do órgão ambiental. A FEPAM, por exemplo, é a responsável no Rio Grande do Sul.


O SEBRAE fornece curso online gratuito de BPSA (Boas práticas nos serviços de alimentação). Mais informações você encontra em:

http://www.ead.sebrae.com.br/tenho-uma-microempresa/bpsa-boas-praticas-nos-servicos-de-alimentacao/

Outras informações sobre controle de pragas urbanas e as Boas Práticas, você encontra em:
http://unicontrol.net.br/blog/14/boas-praticas#conteudo
www.unicontrol.net.br

16 de jul. de 2013

Baratas diabéticas?

Recentemente um estudo norte-americano chegou a conclusão de que as baratas não estão mais interessadas em açúcar. Ao longo de todos os anos em que o homem estuda e combate esta praga urbana, o açúcar tem sido um ótimo aliado para atrair a atenção dos bichinhos e fazê-los passar desta para melhor.

Mas, assim como os humanos tem tomado cuidado com a alimentação e saúde, e passado a ter dietas mais saudáveis, ao que tudo indica as baratas também mudaram seus cardápios.

Pois bem, desde a década de 90 a situação se alterou. Baratas começaram a desenvolver rejeição a este alimento, optando por buscar carboidratos e proteínas em seu lugar. A questão que se formou foi: como atacar esta visita indesejável?

Há alguns anos as dedetizadoras, ou empresas de controle de pragas urbanas, vem trabalhando com novas técnicas de aplicação e produtos mais modernos e que usam diferentes atrativos para efetuarem o controle das baratas.

Iscas em gel, inseticidas com poder residual (que permanecem atuando no ambiente por mais tempo), e diversos outros produtos foram desenvolvidos ou aperfeiçoados. Esperamos que as baratas continuem interessadas neles por bastante tempo, pois no ritmo rápido que foi esta mudança de comportamento alimentar, não nos surpreenderemos se em breve as baratas começarem protestos e greves de fome em nossas portas para pedir mais salada em nossas mesas!


Fonte:
http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/05/baratas-evoluiram-para-evitar-armadilhas-com-acucar-diz-estudo.html